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Associados ao quadro metabólico

Esteatose hepática em Brasília

A esteatose hepática é o acúmulo de gordura dentro das células do fígado, hoje chamado de doença hepática esteatótica associada à disfunção metabólica (MASLD) quando vem junto de excesso de peso, diabetes, pressão alta ou colesterol alterado. Com a Dra. Denise Gottsch, endocrinologista em Brasília, o cuidado envolve estimar o risco de fibrose, tratar o metabolismo e acompanhar a evolução. As consultas acontecem na Asa Sul, em Águas Claras e em Taguatinga.

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Dra. Denise Gottsch sentada no consultório, de blazer branco

O que é esteatose hepática?

Esteatose é o nome técnico para gordura no fígado. O fígado sempre guarda um pouco de gordura, mas quando ela passa a ocupar uma parte grande das células, o órgão começa a sofrer. Na maioria das pessoas, a causa está no metabolismo: excesso de peso, especialmente na barriga, resistência à insulina, diabetes tipo 2, triglicerídeos altos e pressão alta.

Por muitos anos o quadro foi chamado de doença hepática gordurosa não alcoólica. Em 2023, sociedades internacionais de hepatologia adotaram um novo nome: doença hepática esteatótica associada à disfunção metabólica, conhecida pela sigla em inglês MASLD. A mudança deixa claro que a origem é metabólica e não depende só de excluir o álcool. Você pode encontrar os dois nomes em laudos e exames.

Em parte dos pacientes, a gordura provoca inflamação (a esteato-hepatite, ou MASH). Com o tempo, essa inflamação pode gerar fibrose, que é uma cicatriz no tecido do fígado. Quando a fibrose avança, pode chegar à cirrose. Esse caminho é lento, costuma levar anos e não acontece com todos, mas é o motivo pelo qual a esteatose merece avaliação e não apenas uma anotação no laudo do ultrassom.

Quais são os sinais e quem tem mais risco?

Na grande maioria dos casos, a esteatose não dá sintomas. Algumas pessoas relatam cansaço ou um desconforto leve do lado direito da barriga, mas são queixas pouco específicas. Por isso, o diagnóstico quase sempre aparece por acaso, num ultrassom de abdome ou em exames de rotina com enzimas do fígado alteradas.

Vale conversar com a endocrinologista quando houver um ou mais destes pontos:

  • Laudo de ultrassom descrevendo esteatose ou fígado com infiltração gordurosa.
  • Aumento das transaminases (TGO e TGP) ou da gama-GT sem outra explicação.
  • Obesidade ou cintura aumentada, mesmo com IMC próximo do normal.
  • Diabetes tipo 2, pré-diabetes ou resistência à insulina.
  • Triglicerídeos altos, HDL baixo ou pressão alta.
  • Síndrome dos ovários policísticos ou apneia do sono, que também se associam ao quadro.

Como é feita a avaliação do fígado

A primeira etapa é confirmar a gordura e descartar outras causas de doença hepática, como consumo elevado de álcool, hepatites virais, efeito de medicamentos e doenças hereditárias ou autoimunes. A consulta inclui história clínica detalhada, uso de remédios e bebidas, peso ao longo da vida e histórico familiar.

A médica pode solicitar enzimas hepáticas, hemograma com plaquetas, glicemia, hemoglobina glicada, perfil de colesterol e triglicerídeos, sorologias para hepatites e ultrassom de abdome, que mostra a gordura mas não mede bem a fibrose.

Para estimar a fibrose, um primeiro passo simples é o FIB-4, um cálculo feito com idade, plaquetas e duas enzimas do fígado. Quando o resultado é intermediário ou alto, o passo seguinte costuma ser a elastografia hepática, um exame de imagem que avalia a rigidez do fígado sem agulha. A biópsia fica reservada para situações específicas e é decidida com o hepatologista.

Como tratar a esteatose hepática

O tratamento mira a causa: o metabolismo. Não existe dieta "detox" nem chá que limpe o fígado. O que reduz a gordura hepática, e em muitos casos a inflamação, é a combinação de perda de peso, alimentação adequada, exercício e controle das doenças associadas.

Perda de peso no tratamento da esteatose hepática

Perdas moderadas de peso, feitas de forma gradual, já costumam diminuir a gordura no fígado e melhorar as enzimas. Perdas maiores se associam a melhora da inflamação e, em parte dos pacientes, da fibrose. O plano é individual e acompanhado de perto, porque emagrecer muito rápido também pode sobrecarregar o fígado.

Alimentação, álcool e exercício

Ajuda reduzir açúcar e bebidas adoçadas, ultraprocessados e excesso de farinhas refinadas, priorizando um padrão alimentar com vegetais, fibras, proteínas e gorduras de boa qualidade, como no estilo mediterrâneo. O álcool deve ser evitado ou muito reduzido. O exercício, aeróbico e de força, reduz a gordura hepática mesmo quando o peso muda pouco.

Controle de diabetes e colesterol

Fígado gorduroso e diabetes andam juntos, e um piora o outro. Tratar a glicemia, os triglicerídeos e o colesterol faz parte do cuidado do fígado e também protege o coração, já que a doença cardiovascular é uma das principais causas de complicação nesses pacientes. As estatinas, quando indicadas, podem ser usadas com segurança na esteatose.

Medicamentos e trabalho com o hepatologista

Alguns medicamentos usados no diabetes e na obesidade, como a pioglitazona e os agonistas de GLP-1, mostraram em estudos benefício sobre a gordura e a inflamação do fígado. A escolha depende do quadro de cada pessoa e é feita em consulta, nunca por conta própria. Quando a fibrose é avançada ou há suspeita de cirrose, o acompanhamento é feito em conjunto com o hepatologista.

O que esperar do acompanhamento

A esteatose é uma condição de longo prazo, mas que responde ao cuidado. Nos retornos, a médica acompanha peso, cintura, exames de sangue e, quando necessário, repete as estimativas de fibrose para ver se o risco está estável ou diminuindo.

A meta é melhorar o metabolismo como um todo, e não apenas normalizar um exame. Os resultados variam de pessoa para pessoa e dependem da fase em que a doença foi encontrada. Quanto mais cedo a gordura no fígado é tratada, maior a chance de evitar a progressão para fibrose.

Um método estruturado para resultados consistentes

O tratamento não é baseado em tentativas. É baseado em estratégia.

  1. Avaliação metabólica aprofundada

    História clínica + exames + análise de composição corporal + contextualização externa

  2. Definição de metas personalizadas

    Claras, mensuráveis e realistas para cada indivíduo

  3. Plano terapêutico individualizado

    Nutrição, medicação, hormônios e estilo de vida

  4. Acompanhamento estratégico

    Ajustes contínuos para evolução real

Agende uma consulta com a Dra. Denise Gottsch e surpreenda-se com um acompanhamento profissional e humanizado.

Onde fazer o acompanhamento em Brasília

A Dra. Denise Gottsch atende em três unidades no Distrito Federal, com o mesmo método e o mesmo cuidado em todas. O agendamento é feito pelo WhatsApp com a Helen, secretária, que ajuda a escolher a unidade e o horário mais convenientes.

Perguntas frequentes

Perguntas sobre esteatose hepática

Esteatose hepática tem cura?

Depende da fase. Nas fases iniciais, a gordura pode diminuir bastante ou até desaparecer com perda de peso, alimentação adequada, exercício e controle do diabetes e do colesterol. Quando já existe fibrose, o objetivo é impedir a progressão e, em parte dos casos, conseguir alguma regressão, com acompanhamento contínuo.

Gordura no fígado é perigosa?

Depende. A maioria das pessoas com gordura no fígado não evolui para cirrose, mas uma parte desenvolve inflamação e fibrose ao longo dos anos. Além disso, o quadro indica risco maior de diabetes e de doença do coração. Por isso a avaliação do risco de fibrose e do metabolismo é importante, mesmo sem sintomas.

Quem é magro pode ter gordura no fígado?

Sim. Pessoas com IMC normal também podem ter esteatose, principalmente quando há gordura acumulada na barriga, resistência à insulina, diabetes ou histórico familiar. Nesses casos, a investigação de outras causas e a avaliação do metabolismo são feitas da mesma forma.

Endocrinologista ou hepatologista: quem trata?

Depende do estágio. Como a causa na maioria dos casos é metabólica, a endocrinologista trata o peso, o diabetes, o colesterol e a resistência à insulina, que são a base do tratamento. Quando há fibrose avançada, suspeita de cirrose ou dúvida sobre outras causas de doença hepática, o hepatologista entra no cuidado em conjunto.

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Fontes e referências

  1. A multisociety Delphi consensus statement on new fatty liver disease nomenclature. AASLD, EASL e ALEH (Hepatology), 2023.
  2. AASLD Practice Guidance on the clinical assessment and management of nonalcoholic fatty liver disease. American Association for the Study of Liver Diseases (Hepatology), 2023.
  3. EASL-EASD-EASO Clinical Practice Guidelines on the management of metabolic dysfunction-associated steatotic liver disease (MASLD). EASL, EASD e EASO (Journal of Hepatology), 2024.
  4. Nonalcoholic fatty liver disease: Brazilian Society of Hepatology consensus. Sociedade Brasileira de Hepatologia (Arquivos de Gastroenterologia), 2016.

Escrito e revisado pela Dra. Denise Linhares Pereira Göttsch, médica endocrinologista (CRM 20530/DF · RQE Nº 15968 · RQE Nº 17126). Revisado em . Conteúdo informativo: não substitui a consulta médica. Como produzimos este conteúdo.

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