O que é osteoporose?
Osteoporose é uma doença do esqueleto em que o osso perde densidade e tem sua estrutura interna enfraquecida. O resultado é um osso mais frágil, que pode fraturar com traumas pequenos, como uma queda da própria altura ou até um esforço para levantar peso.
A doença é silenciosa. A perda de massa óssea não dói e não dá sinais por anos, e muitas pessoas só descobrem o problema depois de uma fratura. As mais comuns acontecem nas vértebras, no quadril e no punho.
A fratura de quadril é a mais grave: costuma exigir cirurgia, pode levar à perda de autonomia e aumenta o risco de complicações em pessoas mais velhas. As fraturas de vértebra, por sua vez, podem passar despercebidas e causar dor nas costas, perda de altura e curvatura da coluna.
Quem tem mais risco de fratura?
Como não há sintomas antes da fratura, conhecer os fatores de risco é o que permite agir a tempo. Os principais são:
- Menopausa, sobretudo quando acontece antes dos 45 anos, e idade mais avançada em ambos os sexos.
- Uso prolongado de corticoides e de alguns outros medicamentos, como os que bloqueiam hormônios no tratamento de câncer.
- Cirurgia bariátrica, que reduz a absorção de cálcio e de vitamina D.
- Hipogonadismo (testosterona baixa no homem) e outras doenças endócrinas, como hipertireoidismo e hiperparatireoidismo.
- Baixo peso, tabagismo, consumo excessivo de álcool e sedentarismo.
- Fratura prévia com trauma leve, fratura de quadril nos pais e quedas frequentes.
Como a osteoporose é diagnosticada?
O principal exame é a densitometria óssea, que mede a densidade do osso na coluna lombar e no fêmur. O resultado é expresso no T-score: valor igual ou menor que -2,5 define osteoporose em mulheres na pós-menopausa e homens a partir dos 50 anos. Entre -1 e -2,5 fala-se em osteopenia, ou baixa massa óssea.
A densitometria é recomendada para mulheres a partir dos 65 anos e homens a partir dos 70, e mais cedo quando há fatores de risco. Uma fratura de quadril ou de vértebra com trauma leve já permite o diagnóstico, mesmo com densitometria fora da faixa de osteoporose.
A médica também pode usar o FRAX, uma ferramenta que estima a probabilidade de fratura nos 10 anos seguintes a partir da idade, do peso e dos fatores de risco. Exames de sangue, como cálcio, vitamina D, PTH, função dos rins e da tireoide, ajudam a encontrar causas que precisam de tratamento próprio.
Como funciona o tratamento da osteoporose
A escolha depende do risco de fratura de cada pessoa, e não apenas do número da densitometria. Quem já teve fraturas ou tem risco muito alto precisa de uma estratégia diferente de quem tem risco moderado.
Prevenção como base do tratamento da osteoporose
Cálcio de preferência vindo da alimentação, vitamina D em níveis adequados (com suplemento quando há deficiência), proteína suficiente e exercício de força e de impacto, de acordo com a condição de cada um, sustentam qualquer plano. Parar de fumar e moderar o álcool também contam.
A prevenção de quedas é tão importante quanto o remédio: tapetes soltos, pouca iluminação, problemas de visão, medicamentos que causam tontura e perda de força nas pernas são revistos. Treino de equilíbrio ajuda.
Medicamentos antirreabsortivos
São as classes mais usadas e reduzem a velocidade com que o osso é destruído. Os bisfosfonatos podem ser tomados por via oral ou aplicados na veia. O denosumabe é aplicado por injeção sob a pele, em intervalos regulares. A indicação de cada remédio para osteoporose considera função dos rins, outras doenças, facilidade de uso e preferência.
Medicamentos anabólicos para alto risco
Para quem tem risco muito alto de fratura, como fraturas múltiplas ou densidade muito baixa, existem medicamentos que estimulam a formação de osso novo, como a teriparatida e o romosozumabe. Eles são usados por tempo limitado e seguidos de um antirreabsortivo, para manter o ganho obtido.
Duração, pausa programada e suspensão
Os bisfosfonatos ficam depositados no osso e mantêm parte do efeito depois de suspensos. Por isso, após alguns anos de uso, em quem tem risco mais baixo, a médica pode avaliar uma pausa programada, com acompanhamento e reavaliação do risco. Em quem continua com risco alto, o tratamento segue.
Com o denosumabe é diferente: o efeito some rápido quando ele é interrompido, e a parada abrupta, sem um plano de transição para outro medicamento, pode levar a perda óssea acelerada e fraturas de vértebra. Atrasar ou suspender as aplicações por conta própria não é recomendado.
Como é o acompanhamento ao longo dos anos
A densitometria é repetida periodicamente, em geral a cada um ou dois anos no início, para checar a resposta. Exames de sangue acompanham vitamina D, cálcio e função dos rins, e a adesão ao tratamento é revista a cada consulta, porque esquecer doses é uma das razões mais comuns de falha.
Efeitos colaterais graves, como a osteonecrose da mandíbula e a fratura atípica do fêmur, são raros e discutidos antes do início. Avaliação odontológica em dia e informar o dentista sobre o tratamento são cuidados simples que ajudam.
O objetivo do acompanhamento é reduzir o risco de fraturas e preservar a autonomia, com um plano que acompanha as mudanças da vida, como a menopausa, uma cirurgia bariátrica ou o início de corticoides.
Um método estruturado para resultados consistentes
O tratamento não é baseado em tentativas. É baseado em estratégia.
-
Avaliação metabólica aprofundada
História clínica + exames + análise de composição corporal + contextualização externa
-
Definição de metas personalizadas
Claras, mensuráveis e realistas para cada indivíduo
-
Plano terapêutico individualizado
Nutrição, medicação, hormônios e estilo de vida
-
Acompanhamento estratégico
Ajustes contínuos para evolução real
Agende uma consulta com a Dra. Denise Gottsch e surpreenda-se com um acompanhamento profissional e humanizado.
Onde fazer o acompanhamento em Brasília
A Dra. Denise Gottsch atende em três unidades no Distrito Federal, com o mesmo método e o mesmo cuidado em todas. O agendamento é feito pelo WhatsApp com a Helen, secretária, que ajuda a escolher a unidade e o horário mais convenientes.
- Endocrinologista na Asa SulClínica Renoir · Centro Médico Lúcio Costa, SGAS 610/611, Bloco 1, Sala 13, Brasília/DF
- Endocrinologista em Águas ClarasAtrioCor · Rua 5 Norte, Lote 3, Águas Claras, Albany Medical Center, Brasília/DF
- Endocrinologista em TaguatingaAcesso Saúde · Av. Comercial Sul, QSA 01, Lote 17, Próximo ao Alameda Shopping, Brasília/DF
Perguntas sobre tratamento da osteoporose
Quanto tempo dura o tratamento da osteoporose?
Depende do risco. A osteoporose é uma condição crônica, e o acompanhamento costuma ser por toda a vida. O uso de medicamentos é revisto periodicamente: alguns podem ter uma pausa programada após alguns anos em quem tem risco mais baixo, enquanto outros, como o denosumabe, não devem ser interrompidos sem um plano.
Remédio para osteoporose tem muito efeito colateral?
Não, para a maioria das pessoas. Os efeitos mais comuns são leves, como desconforto no estômago com os comprimidos ou sintomas parecidos com gripe após a aplicação na veia. Complicações graves, como osteonecrose da mandíbula, são raras. Para quem tem risco de fratura, o benefício costuma superar esses riscos, e a escolha é feita em consulta.
Tomar cálcio e vitamina D é suficiente?
Depende. Para quem tem risco baixo, alimentação adequada, vitamina D em níveis normais, exercício e prevenção de quedas podem bastar. Para quem já tem osteoporose ou risco alto de fratura, eles são a base, mas em geral não substituem os medicamentos específicos. O suplemento de cálcio em excesso também não é recomendado sem orientação.
Homem também tem osteoporose?
Sim. A doença é mais frequente em mulheres depois da menopausa, mas também atinge homens, principalmente com a idade, a testosterona baixa, o uso de corticoides e o consumo excessivo de álcool. Fraturas de quadril em homens costumam ter complicações sérias, por isso a avaliação vale para eles também.
Temas relacionados
Fontes e referências
- Definition and management of very high fracture risk in women with postmenopausal osteoporosis: a position statement from the Brazilian Society of Endocrinology and Metabolism (SBEM) and the Brazilian Association of Bone Assessment and Metabolism (ABRASSO). Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia e ABRASSO, 2022.
- Brazilian guidelines for the diagnosis and treatment of postmenopausal osteoporosis. Sociedade Brasileira de Reumatologia e Associação Médica Brasileira, 2017.
- Pharmacological Management of Osteoporosis in Postmenopausal Women: An Endocrine Society Clinical Practice Guideline. Endocrine Society, 2019.
- Pharmacological Management of Osteoporosis in Postmenopausal Women: An Endocrine Society Guideline Update. Endocrine Society, 2020.
Escrito e revisado pela Dra. Denise Linhares Pereira Göttsch, médica endocrinologista (CRM 20530/DF · RQE Nº 15968 · RQE Nº 17126). Revisado em . Conteúdo informativo: não substitui a consulta médica. Como produzimos este conteúdo.
