Pular para o conteúdo
Hormônios, tireoide, ossos e nutrição

Tratamento do hipertireoidismo em Brasília

O tratamento do hipertireoidismo controla o excesso de hormônio da tireoide, que acelera o coração, o metabolismo e o sistema nervoso. Com a Dra. Denise Gottsch, endocrinologista em Brasília, ele começa pela investigação da causa, porque doença de Graves, nódulos e tireoidites pedem condutas diferentes, e pode envolver medicamentos antitireoidianos, iodo radioativo ou cirurgia, além do alívio dos sintomas. As consultas são na Asa Sul, em Águas Claras e em Taguatinga.

Ver unidades
Dra. Denise Gottsch de perfil, olhando para o lado, em fundo preto

O que é hipertireoidismo e quais são as causas?

Hipertireoidismo é a produção excessiva de hormônio pela tireoide. É como se a glândula pisasse no acelerador do corpo: o coração bate mais rápido, o gasto de energia aumenta e o sistema nervoso fica em alerta. No dia a dia, muita gente chama o quadro de tireoide acelerada.

A causa mais comum é a doença de Graves, uma condição autoimune em que anticorpos estimulam a tireoide a trabalhar sem parar. Ela é mais frequente em mulheres e pode afetar também os olhos.

Outras causas são os nódulos que passam a produzir hormônio por conta própria (adenoma tóxico ou bócio multinodular tóxico, mais comuns em pessoas mais velhas) e as tireoidites, como a subaguda, que costuma doer no pescoço, e a pós-parto. Nas tireoidites, a glândula não produz a mais: ela solta o que tinha guardado, e o quadro tende a passar sozinho. Excesso de iodo e uso de hormônio de tireoide acima do necessário também podem provocar o problema.

Sintomas e quando procurar ajuda

Os sintomas variam com a intensidade e a idade. Em pessoas mais velhas, o quadro pode ser discreto, às vezes só com perda de peso, cansaço ou arritmia.

Febre alta, confusão, vômitos ou coração muito acelerado em quem tem hipertireoidismo são sinais de alerta e pedem atendimento de urgência.

  • Palpitações e coração acelerado mesmo em repouso.
  • Tremor nas mãos, ansiedade, irritabilidade e insônia.
  • Calor excessivo e suor aumentado.
  • Perda de peso apesar de apetite normal ou aumentado.
  • Intestino solto, fraqueza muscular e cansaço.
  • Menstruação mais escassa ou irregular e aumento do volume do pescoço.
  • Olhos saltados, vermelhos ou irritados, ou visão dupla.

Como se descobre a causa do hipertireoidismo

O diagnóstico é feito com exames de sangue: TSH baixo, geralmente suprimido, com T4 livre e, às vezes, T3 elevados. Quando só o TSH está baixo e os hormônios estão normais, fala-se em hipertireoidismo subclínico.

Confirmado o excesso de hormônio, o passo seguinte é descobrir a causa. A médica pode solicitar o TRAb, anticorpo contra o receptor do TSH, que confirma a doença de Graves na maioria dos casos, e o ultrassom com Doppler, que mostra o tamanho da glândula, nódulos e o fluxo de sangue.

A cintilografia da tireoide, exame com pequena quantidade de material radioativo, é solicitada quando a causa não fica clara, por exemplo para diferenciar um nódulo que produz hormônio de uma tireoidite. Ela não é feita na gravidez nem na amamentação. Hemograma e exames do fígado servem de referência antes de iniciar medicamentos.

Opções de tratamento do hipertireoidismo

A escolha depende da causa, da idade, do tamanho da tireoide, da presença de nódulos ou de doença ocular, dos planos de gravidez e da preferência do paciente. As vantagens e limitações de cada opção são discutidas em consulta.

Alívio dos sintomas com betabloqueador

Medicamentos da classe dos betabloqueadores, como propranolol e atenolol, diminuem palpitações, tremor e ansiedade enquanto o tratamento da causa faz efeito. Eles não corrigem o hormônio, mas protegem o coração e trazem conforto. Nas tireoidites, muitas vezes são o único remédio necessário até o quadro passar.

Antitireoidianos no tratamento do hipertireoidismo

O metimazol (tiamazol) reduz a produção de hormônio e costuma ser a primeira opção na doença de Graves. Em geral é mantido por 12 a 18 meses, com exames frequentes, e depois se avalia a suspensão. Parte dos pacientes entra em remissão; outros têm recaída e precisam de nova decisão. No primeiro trimestre da gravidez, a propiltiouracila costuma ser preferida.

Efeitos adversos graves são raros, mas febre, dor de garganta ou feridas na boca durante o uso pedem hemograma imediato, pela possibilidade de queda dos glóbulos brancos. Pele ou olhos amarelados também devem ser comunicados logo.

Iodo radioativo

Uma cápsula ou líquido concentra radiação na tireoide e reduz sua função de forma permanente. É opção na doença de Graves e nos nódulos tóxicos. A maioria das pessoas evolui para hipotireoidismo e passa a usar levotiroxina, que é simples de controlar. É contraindicado na gravidez e na amamentação, exige adiar a gestação por alguns meses e pode piorar a doença ocular, sobretudo em fumantes.

Cirurgia

A retirada da tireoide é considerada em bócios grandes que comprimem o pescoço, nódulos suspeitos, doença ocular mais intensa, desejo de gravidez próxima ou preferência do paciente. É feita por cirurgião de cabeça e pescoço, com o hormônio controlado antes, e depois dela a reposição de levotiroxina é contínua.

Olhos, gravidez e acompanhamento

A orbitopatia de Graves é a inflamação dos tecidos ao redor dos olhos. Pode causar olhos saltados, pálpebras inchadas, sensação de areia, lacrimejamento e visão dupla. O cigarro aumenta o risco e a gravidade, e parar de fumar é uma das medidas mais importantes. Casos com sintomas são acompanhados em conjunto com oftalmologista.

Na gravidez, o hipertireoidismo precisa de controle próximo, porque o excesso de hormônio e alguns anticorpos podem afetar o bebê. No primeiro trimestre, uma elevação passageira pode acontecer pelo próprio hormônio da gestação, sem doença da tireoide. Quem tem Graves e planeja engravidar deve conversar antes com a endocrinologista para escolher o tratamento.

Mesmo após o controle, o seguimento continua: hormônio em excesso por muito tempo enfraquece os ossos e favorece arritmias, e a recaída ou o hipotireoidismo depois do tratamento definitivo precisam ser vistos a tempo. Quem procura endocrinologista na Asa Sul, em Águas Claras ou em Taguatinga mantém os retornos na unidade mais próxima.

Um método estruturado para resultados consistentes

O tratamento não é baseado em tentativas. É baseado em estratégia.

  1. Avaliação metabólica aprofundada

    História clínica + exames + análise de composição corporal + contextualização externa

  2. Definição de metas personalizadas

    Claras, mensuráveis e realistas para cada indivíduo

  3. Plano terapêutico individualizado

    Nutrição, medicação, hormônios e estilo de vida

  4. Acompanhamento estratégico

    Ajustes contínuos para evolução real

Agende uma consulta com a Dra. Denise Gottsch e surpreenda-se com um acompanhamento profissional e humanizado.

Onde fazer o acompanhamento em Brasília

A Dra. Denise Gottsch atende em três unidades no Distrito Federal, com o mesmo método e o mesmo cuidado em todas. O agendamento é feito pelo WhatsApp com a Helen, secretária, que ajuda a escolher a unidade e o horário mais convenientes.

Perguntas frequentes

Perguntas sobre tratamento do hipertireoidismo

O tratamento do hipertireoidismo resolve de vez?

Depende da causa e da opção escolhida. Iodo radioativo e cirurgia acabam com o excesso de hormônio de forma permanente, mas costumam levar ao hipotireoidismo, tratado com levotiroxina. Com antitireoidianos, parte das pessoas com doença de Graves entra em remissão, e outras têm recaída. Nas tireoidites, o quadro geralmente passa sozinho.

Iodo radioativo é perigoso?

Não, quando bem indicado. É um tratamento usado há décadas, com dose planejada para a tireoide. Exige cuidados de contato próximo por poucos dias, conforme a orientação do serviço de medicina nuclear, e não pode ser feito na gravidez ou na amamentação. Em quem tem doença ocular ativa ou fuma, a indicação é avaliada com mais cautela.

Hipertireoidismo faz perder peso?

Sim, muitas vezes, mas não é uma perda saudável: ela vem de queima acelerada de músculo e gordura, com sobrecarga do coração e dos ossos. Com o tratamento, é comum recuperar parte do peso, por isso vale cuidar da alimentação e da atividade física desde o início.

Quem tem doença de Graves pode engravidar?

Sim. O ideal é planejar com antecedência, porque o tratamento muda o caminho: alguns medicamentos são preferidos em cada fase da gestação, e depois de iodo radioativo é preciso esperar alguns meses. Com acompanhamento, a maioria das gestações transcorre bem.

Temas relacionados

Fontes e referências

  1. The Brazilian consensus for the diagnosis and treatment of hyperthyroidism: recommendations by the Thyroid Department of the Brazilian Society of Endocrinology and Metabolism. Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia, 2013.
  2. 2016 American Thyroid Association Guidelines for Diagnosis and Management of Hyperthyroidism and Other Causes of Thyrotoxicosis. American Thyroid Association, 2016.
  3. 2017 Guidelines of the American Thyroid Association for the Diagnosis and Management of Thyroid Disease During Pregnancy and the Postpartum. American Thyroid Association, 2017.

Escrito e revisado pela Dra. Denise Linhares Pereira Göttsch, médica endocrinologista (CRM 20530/DF · RQE Nº 15968 · RQE Nº 17126). Revisado em . Conteúdo informativo: não substitui a consulta médica. Como produzimos este conteúdo.

Locais de atendimento Escolha a experiência ideal para você